O nosso pomar ciborguiano

Felipe Mammoli e Madhuri Karak

Este pequeno artigo foi uma contribuição para a edição Cyborganisms da revista Rooted Futures LabGlitch.

Um excerto:

Em A Cyborg Manifesto (1985), Donna Haraway defende que já somos ciborgues, com as nossas identidades moldadas pelas interações com a tecnologia, os meios de comunicação e os sistemas sociais.1 Se os mapas — representações dos seres vivos criadas por máquinas no céu — sempre foram ciborgues, há um elemento vital que inevitavelmente permanece invisível.

Mesmo os mapas mais detalhados dos ecossistemas florestais, do seu stock de carbono e da altura do dossel dizem-nos pouco sobre as relações de cuidado e gestão que as comunidades indígenas e locais residentes mantêm com as suas paisagens. Em Our Cyborgian Orchard, uma camada de dados especulativa tenta preencher esta lacuna.

  1. Haraway, Donna J (1991). "Um Manifesto Ciborgue: Ciência, Tecnologia e Feminismo Socialista no Final do Século XX". Simianos, Ciborgues e Mulheres: A Reinvenção da Natureza. Routledge. ↩︎︎